O que é o Índice de Desenvolvimento Humano? Entenda o IDH
Danilo Costa | 19 de maio de 2026 às 16:35

O Índice de Desenvolvimento Humano, conhecido pela sigla IDH, é um indicador usado para medir o nível de desenvolvimento de um país, estado, município ou região a partir de três dimensões principais: saúde, educação e renda. Ele foi criado para ampliar a forma de avaliar o progresso das sociedades, mostrando que desenvolvimento não deve ser medido apenas pela riqueza econômica, mas também pelas condições de vida da população.
Na prática, o IDH busca responder a uma pergunta central: as pessoas vivem mais, estudam mais e têm acesso a melhores condições econômicas?
Por muito tempo, o crescimento de um país foi avaliado principalmente por indicadores econômicos, como o Produto Interno Bruto, o PIB. No entanto, uma economia pode crescer sem que esse crescimento melhore de forma equilibrada a vida da população. Um país pode produzir muito, mas ainda ter altos níveis de desigualdade, baixa escolaridade, dificuldade de acesso à saúde e poucas oportunidades reais para parte dos cidadãos.
É nesse contexto que o Índice de Desenvolvimento Humano se torna importante. Ele permite analisar o desenvolvimento de forma mais ampla, considerando fatores que afetam diretamente a qualidade de vida.
O IDH varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano. Quanto mais próximo de 0, menor é o desenvolvimento humano.
De maneira geral, o índice é classificado em faixas, como:
- IDH muito alto: países ou regiões com melhores condições de saúde, educação e renda.
- IDH alto: locais com bons indicadores, mas ainda com desafios a superar.
- IDH médio: regiões com avanços importantes, mas com limitações significativas.
- IDH baixo: locais com maiores dificuldades sociais, econômicas e estruturais.
O IDH é usado em estudos, políticas públicas, relatórios sociais, pesquisas acadêmicas, planejamento governamental, análises econômicas e discussões sobre desigualdade. Ele ajuda a comparar diferentes realidades e a identificar onde são necessários investimentos em educação, saúde, renda, infraestrutura e inclusão social.
O que significa IDH?
IDH significa Índice de Desenvolvimento Humano.
Esse índice foi criado para medir o desenvolvimento das sociedades de forma mais completa do que os indicadores puramente econômicos. Ele parte da ideia de que uma vida melhor não depende apenas da quantidade de riqueza produzida, mas também da possibilidade de viver com saúde, estudar, trabalhar, ter renda e acessar oportunidades.
Em outras palavras, o IDH mede condições básicas para que as pessoas possam desenvolver suas capacidades e viver com mais dignidade.
O índice considera três dimensões:
- Saúde: representada pela expectativa de vida.
- Educação: representada pelo acesso ao conhecimento.
- Renda: representada pela renda média da população.
Essas três dimensões ajudam a entender se uma população tem condições mínimas para viver mais, aprender mais e ter melhores oportunidades econômicas.
Para que serve o Índice de Desenvolvimento Humano?
O Índice de Desenvolvimento Humano serve para avaliar e comparar o nível de desenvolvimento de diferentes países, regiões, estados ou municípios.
Ele ajuda governos, pesquisadores, instituições e sociedade a entenderem se uma população tem boas condições de vida.
O IDH serve para:
- Comparar países e regiões: permite observar quais locais apresentam melhores ou piores condições de desenvolvimento humano.
- Acompanhar avanços ao longo do tempo: mostra se determinada região melhorou ou piorou em saúde, educação e renda.
- Orientar políticas públicas: ajuda a identificar áreas que precisam de mais investimento.
- Analisar desigualdades: mostra diferenças entre países, estados, cidades e grupos populacionais.
- Avaliar qualidade de vida: amplia a análise para além do crescimento econômico.
- Apoiar estudos acadêmicos: é usado em pesquisas sobre desenvolvimento, economia, educação, saúde e políticas sociais.
- Estimular debates sociais: ajuda a discutir pobreza, desigualdade, acesso à educação e condições de vida.
Por exemplo, se um município tem renda razoável, mas baixo desempenho em educação, o IDH pode indicar que o desenvolvimento local não está equilibrado. Se uma região apresenta boa expectativa de vida, mas baixa renda, também há um desafio específico a ser enfrentado.
O índice não resolve os problemas, mas ajuda a enxergá-los com mais clareza.
Como o IDH é calculado?
O IDH é calculado a partir de três dimensões principais: saúde, educação e renda. Cada uma delas é transformada em um indicador padronizado, e depois esses resultados são combinados para formar o índice final.
O resultado fica entre 0 e 1.
Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.
Saúde
A dimensão saúde é medida pela expectativa de vida ao nascer.
Esse indicador mostra, em média, quantos anos uma pessoa pode esperar viver em determinada sociedade, considerando as condições de saúde, saneamento, alimentação, segurança, acesso a serviços médicos e qualidade de vida.
Uma expectativa de vida alta geralmente indica melhores condições de saúde pública, vacinação, atendimento médico, nutrição, saneamento básico e prevenção de doenças.
Por outro lado, uma expectativa de vida baixa pode indicar problemas como mortalidade infantil elevada, violência, falta de acesso à saúde, pobreza extrema, insegurança alimentar ou condições precárias de moradia.
Educação
A dimensão educação busca medir o acesso ao conhecimento.
Ela considera indicadores relacionados à escolaridade da população, como anos esperados de estudo e média de anos de estudo.
Essa dimensão é importante porque a educação amplia oportunidades. Pessoas com maior escolaridade tendem a ter mais acesso ao mercado de trabalho, melhores salários, maior participação social e mais capacidade de tomar decisões sobre a própria vida.
A educação também impacta outros aspectos do desenvolvimento humano, como saúde, renda, participação política, mobilidade social e inovação.
Renda
A dimensão renda mede o padrão de vida da população.
Ela considera a renda média por pessoa, ajustada para permitir comparação entre diferentes países ou regiões.
A renda é importante porque influencia o acesso a moradia, alimentação, transporte, saúde, educação, cultura, lazer e segurança.
No entanto, o IDH não considera apenas riqueza total. Ele busca observar se existe uma condição econômica média que permita às pessoas viverem com mais dignidade.
Ainda assim, é importante lembrar que a renda média pode esconder desigualdades. Um país pode ter renda média elevada, mas grande concentração de riqueza. Por isso, o IDH deve ser analisado junto com outros indicadores.
Quais são as faixas de classificação do IDH?
O IDH costuma ser dividido em faixas que ajudam a interpretar o resultado.
IDH muito alto
O IDH muito alto indica que uma sociedade apresenta bons resultados em saúde, educação e renda.
Nesses locais, geralmente há maior expectativa de vida, maior escolaridade e melhores condições econômicas médias.
Isso não significa ausência de problemas. Mesmo países ou regiões com IDH muito alto podem enfrentar desigualdade, pobreza localizada, dificuldades de acesso a serviços ou problemas sociais específicos.
IDH alto
O IDH alto indica um bom nível de desenvolvimento humano, mas ainda com desafios relevantes.
A população tende a ter acesso razoável a saúde, educação e renda, mas pode haver desigualdades internas, diferenças regionais e problemas em grupos específicos.
IDH médio
O IDH médio mostra que há avanços, mas também limitações importantes.
Regiões nessa faixa podem ter melhorias em alguns indicadores, mas ainda enfrentam dificuldades em educação, renda, saúde pública, infraestrutura ou desigualdade.
IDH baixo
O IDH baixo indica condições mais frágeis de desenvolvimento humano.
Normalmente, está associado a baixa expectativa de vida, menor acesso à educação, baixa renda, pobreza, infraestrutura insuficiente e dificuldades no acesso a serviços básicos.
Essa classificação ajuda a entender prioridades. Locais com IDH baixo precisam de políticas estruturais para melhorar condições de vida, educação, renda e saúde.
Qual é a importância do Índice de Desenvolvimento Humano?
O Índice de Desenvolvimento Humano é importante porque muda a forma de pensar desenvolvimento.
Ele mostra que um país não deve ser avaliado apenas pelo tamanho da economia, mas também pela forma como essa economia se transforma em qualidade de vida.
Um país pode ter crescimento econômico e, ainda assim, manter parte da população sem acesso a serviços básicos. Pode ter empresas fortes, mas baixa escolaridade. Pode ter alta produção, mas desigualdade profunda.
O IDH ajuda a enxergar essas contradições.
O IDH amplia a visão sobre desenvolvimento
Antes de indicadores como o IDH ganharem relevância, era comum associar desenvolvimento quase exclusivamente ao crescimento econômico.
Mas desenvolvimento humano envolve mais do que produzir riqueza.
Envolve criar condições para que as pessoas vivam mais, estudem mais, tenham renda, façam escolhas e participem da sociedade.
O IDH ajuda a orientar políticas públicas
Governos podem usar o IDH para identificar áreas prioritárias.
Se uma região tem baixo índice de educação, pode ser necessário investir em escolas, permanência estudantil, formação de professores, transporte escolar e alfabetização.
Se o problema está na saúde, podem ser necessários investimentos em atenção básica, saneamento, vacinação, hospitais e prevenção.
Se o ponto crítico é renda, pode ser preciso estimular emprego, qualificação profissional, desenvolvimento local e inclusão produtiva.
O IDH facilita comparações
O IDH permite comparar países, estados e municípios com uma métrica mais ampla.
Essas comparações ajudam a identificar desigualdades territoriais.
Dentro de um mesmo país, por exemplo, pode haver regiões com IDH alto e outras com IDH baixo. Isso revela que o desenvolvimento não ocorre de forma igual para todos.
Diferença entre IDH e PIB
IDH e PIB são indicadores diferentes.
O PIB, Produto Interno Bruto, mede a produção econômica de um país, estado ou município em determinado período.
O IDH mede o desenvolvimento humano considerando saúde, educação e renda.
Em resumo:
- PIB: mede riqueza produzida.
- IDH: mede condições de desenvolvimento humano.
- PIB olha para a economia.
- IDH olha para a qualidade de vida.
Um país pode ter PIB alto e IDH menor do que se espera, caso a riqueza seja mal distribuída ou não se traduza em bons serviços públicos, educação e saúde.
Da mesma forma, um país pode ter PIB menor, mas apresentar bons indicadores sociais se conseguir distribuir melhor recursos e investir em políticas públicas eficientes.
Por isso, PIB e IDH devem ser analisados juntos. O PIB mostra capacidade econômica. O IDH mostra como parte dessa capacidade se reflete na vida da população.
Diferença entre desenvolvimento humano e crescimento econômico
Crescimento econômico e desenvolvimento humano também não são a mesma coisa.
O crescimento econômico acontece quando há aumento da produção, da renda, do consumo ou da atividade econômica.
O desenvolvimento humano acontece quando as pessoas melhoram suas condições reais de vida.
Uma economia pode crescer sem desenvolvimento humano proporcional.
Isso pode acontecer quando:
- A riqueza fica concentrada em poucos grupos.
- O crescimento não gera empregos de qualidade.
- A população não tem acesso à educação.
- A saúde pública continua precária.
- A infraestrutura não melhora.
- A desigualdade aumenta.
- O meio ambiente é degradado.
- A população não participa dos benefícios do crescimento.
O desenvolvimento humano exige que o crescimento econômico seja acompanhado de melhorias sociais.
IDH no Brasil
No Brasil, o IDH é usado para analisar o desenvolvimento do país, dos estados e dos municípios.
Também existe o IDHM, que é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal. Ele adapta a metodologia do IDH para a realidade dos municípios brasileiros.
O IDHM ajuda a comparar cidades e regiões dentro do Brasil, observando dimensões como longevidade, educação e renda.
Essa análise é importante porque o Brasil é um país marcado por grandes desigualdades regionais.
Algumas cidades apresentam indicadores próximos aos de países altamente desenvolvidos, enquanto outras ainda enfrentam desafios básicos em saneamento, escolaridade, renda, saúde e infraestrutura.
O IDH e o IDHM ajudam a mostrar que o desenvolvimento brasileiro não é homogêneo.
Por que o IDH varia entre regiões brasileiras?
O IDH pode variar por causa de fatores históricos, econômicos, sociais e estruturais.
Entre os principais fatores estão:
- Desigualdade de renda.
- Diferenças no acesso à educação.
- Qualidade dos serviços de saúde.
- Saneamento básico.
- Infraestrutura urbana.
- Oportunidades de emprego.
- Desenvolvimento econômico local.
- Segurança pública.
- Políticas sociais.
- Investimento público.
- Condições de moradia.
- Acesso à tecnologia.
Essas diferenças mostram que melhorar o IDH exige políticas integradas. Não basta agir apenas em uma área.
IDH e educação
A educação é uma das dimensões mais importantes do IDH.
Isso acontece porque estudar amplia as possibilidades de uma pessoa ao longo da vida.
A educação influencia:
- Acesso ao trabalho.
- Renda.
- Mobilidade social.
- Participação política.
- Saúde.
- Planejamento familiar.
- Consciência de direitos.
- Capacidade de inovação.
- Desenvolvimento regional.
Uma população com mais escolaridade tende a ter melhores condições de enfrentar desafios econômicos, tecnológicos e sociais.
No entanto, não basta apenas aumentar o número de matrículas. A qualidade da educação também importa.
Um país pode ter muitas pessoas matriculadas, mas se o ensino for frágil, os resultados serão limitados.
Por isso, quando se fala em desenvolvimento humano, é preciso considerar acesso, permanência, aprendizagem e conclusão.
IDH e saúde
A saúde aparece no IDH por meio da expectativa de vida.
Essa dimensão mostra se as pessoas estão vivendo mais e em melhores condições.
A expectativa de vida é influenciada por vários fatores:
- Atendimento médico.
- Vacinação.
- Saneamento básico.
- Alimentação.
- Segurança.
- Prevenção de doenças.
- Condições de trabalho.
- Renda.
- Educação.
- Meio ambiente.
- Acesso a medicamentos.
- Saúde materno-infantil.
Quando uma população vive mais, isso geralmente indica melhores condições sociais e sanitárias.
Porém, expectativa de vida não mostra tudo. Uma pessoa pode viver muitos anos, mas com baixa qualidade de vida, doenças crônicas sem tratamento adequado ou pouca autonomia.
Por isso, é importante analisar o IDH junto com outros indicadores de saúde.
IDH e renda
A renda é a terceira dimensão do IDH.
Ela indica se as pessoas têm condições econômicas para acessar bens e serviços essenciais.
A renda influencia diretamente a qualidade de vida, pois afeta alimentação, moradia, transporte, educação, saúde, lazer e segurança.
No entanto, a renda no IDH é uma média. Isso significa que ela pode esconder desigualdades internas.
Um país com renda média alta pode ter muitas pessoas vivendo em pobreza se a riqueza estiver concentrada.
Por isso, para entender melhor a realidade social, é importante analisar também indicadores como desigualdade, pobreza, desemprego, informalidade e distribuição de renda.
Limitações do Índice de Desenvolvimento Humano
Apesar de ser muito importante, o IDH tem limitações.
Ele é um indicador amplo, mas não consegue mostrar todos os aspectos da vida em sociedade.
O IDH não mede desigualdade com profundidade
O IDH trabalha com médias. Isso pode esconder diferenças internas.
Um país pode ter IDH alto, mas grandes desigualdades entre ricos e pobres, homens e mulheres, regiões urbanas e rurais, grupos raciais ou populações vulneráveis.
Por isso, dois países com o mesmo IDH podem ter realidades sociais muito diferentes.
O IDH não mede qualidade da educação
A dimensão educação considera acesso e anos de escolaridade, mas não mede completamente a qualidade do aprendizado.
Um aluno pode passar muitos anos na escola e ainda ter dificuldades de leitura, matemática ou pensamento crítico.
Por isso, é importante complementar o IDH com avaliações educacionais.
O IDH não mede segurança pública
Violência, criminalidade e sensação de insegurança afetam diretamente a qualidade de vida, mas não aparecem de forma direta no IDH.
Uma região pode ter bons indicadores de renda e educação, mas enfrentar altos índices de violência.
O IDH não mede sustentabilidade ambiental
O índice também não mostra de forma direta se o desenvolvimento ocorre com preservação ambiental.
Um país pode aumentar renda e expectativa de vida enquanto degrada recursos naturais.
Por isso, discussões atuais sobre desenvolvimento precisam considerar também sustentabilidade, clima, biodiversidade e uso responsável dos recursos.
O IDH não mostra todos os aspectos culturais e políticos
Liberdade, participação política, direitos humanos, acesso à cultura, igualdade de gênero e qualidade institucional também fazem parte do desenvolvimento humano, mas não são totalmente captados pelo IDH tradicional.
Por isso, o IDH é útil, mas não deve ser a única forma de avaliar uma sociedade.
Por que o IDH não deve ser analisado sozinho?
O IDH é um indicador importante, mas precisa ser interpretado junto com outros dados.
Ele mostra uma visão geral do desenvolvimento humano, mas não explica todos os problemas de uma região.
Para uma análise mais completa, é importante observar também:
- Taxa de pobreza.
- Desigualdade de renda.
- Taxa de desemprego.
- Saneamento básico.
- Mortalidade infantil.
- Qualidade da educação.
- Segurança pública.
- Acesso à moradia.
- Indicadores ambientais.
- Participação social.
- Diferenças regionais.
- Acesso à tecnologia.
- Indicadores de saúde mental.
- Qualidade do trabalho.
Essa combinação ajuda a entender melhor a realidade de uma população.
Como melhorar o IDH de uma região?
Melhorar o IDH exige políticas de longo prazo e ações integradas.
Como o índice considera saúde, educação e renda, é preciso atuar nessas três dimensões.
Investir em educação
A educação é uma das formas mais consistentes de melhorar o desenvolvimento humano.
Isso inclui:
- Ampliar o acesso à escola.
- Reduzir evasão escolar.
- Melhorar a alfabetização.
- Valorizar professores.
- Melhorar infraestrutura escolar.
- Ampliar ensino técnico.
- Incentivar ensino superior.
- Apoiar formação continuada.
- Melhorar a qualidade do aprendizado.
- Garantir inclusão educacional.
Na educação superior e na pós-graduação, o acesso à formação continuada também contribui para qualificação profissional, aumento de repertório e melhoria das oportunidades no mercado.
Fortalecer a saúde pública
A saúde impacta diretamente a expectativa de vida.
Melhorar essa dimensão exige:
- Atenção básica eficiente.
- Vacinação.
- Saneamento.
- Prevenção de doenças.
- Atendimento materno-infantil.
- Acesso a medicamentos.
- Promoção de hábitos saudáveis.
- Redução da mortalidade evitável.
- Cuidado com saúde mental.
- Melhoria da infraestrutura hospitalar.
A saúde não depende apenas de hospitais. Ela também depende de moradia, renda, alimentação, educação e saneamento.
Gerar renda e trabalho digno
A renda é essencial para que as pessoas tenham autonomia e qualidade de vida.
Para melhorar essa dimensão, é importante:
- Criar oportunidades de emprego.
- Estimular desenvolvimento econômico local.
- Apoiar pequenos negócios.
- Promover qualificação profissional.
- Reduzir informalidade.
- Melhorar salários.
- Incentivar inovação.
- Atrair investimentos.
- Ampliar acesso ao crédito produtivo.
- Fortalecer políticas de inclusão.
A renda melhora quando as pessoas têm oportunidades reais de trabalho, formação e crescimento.
Reduzir desigualdades
A melhoria do IDH deve considerar também a redução de desigualdades.
Se apenas uma parte da população melhora, o desenvolvimento não é plenamente humano.
É necessário garantir que grupos historicamente excluídos também tenham acesso a educação, saúde, renda, moradia, segurança e oportunidades.
IDH e políticas públicas
O IDH é muito usado no planejamento de políticas públicas.
Governos podem analisar o índice para identificar regiões que precisam de mais atenção.
Por exemplo:
- Uma cidade com baixo IDH educação pode precisar de investimento escolar.
- Uma região com baixa longevidade pode precisar de ações de saúde e saneamento.
- Um município com baixa renda pode precisar de programas de desenvolvimento econômico.
- Uma área com desigualdade elevada pode precisar de políticas sociais específicas.
O índice ajuda a transformar diagnóstico em ação.
Mas é importante que os governos não olhem apenas para o número final. Eles precisam observar as dimensões separadamente.
Às vezes, duas regiões têm IDH parecido, mas problemas diferentes. Uma pode ter baixa renda e boa educação. Outra pode ter renda melhor, mas saúde frágil. As políticas precisam ser diferentes.
IDH e desenvolvimento sustentável
O desenvolvimento humano também está ligado ao desenvolvimento sustentável.
Não basta melhorar renda, saúde e educação se isso acontece à custa da degradação ambiental ou da exclusão social.
Uma sociedade desenvolvida precisa pensar no presente e no futuro.
Isso envolve:
- Uso responsável dos recursos naturais.
- Redução da pobreza.
- Educação de qualidade.
- Saúde acessível.
- Trabalho digno.
- Redução de desigualdades.
- Cidades mais sustentáveis.
- Produção e consumo responsáveis.
- Proteção ambiental.
- Inclusão social.
O IDH ajuda a medir uma parte desse processo, mas a sustentabilidade exige uma visão ainda mais ampla.
IDH e formação profissional
O tema Índice de Desenvolvimento Humano é importante para estudantes e profissionais de várias áreas.
Ele aparece em cursos ligados a:
- Administração.
- Economia.
- Serviço Social.
- Gestão Pública.
- Pedagogia.
- Geografia.
- Sociologia.
- Ciências Políticas.
- Saúde Pública.
- Gestão Ambiental.
- Políticas Públicas.
- Educação.
- Desenvolvimento regional.
Para quem atua com gestão, educação ou políticas sociais, entender o IDH ajuda a interpretar realidades, planejar ações e analisar desigualdades.
Em uma faculdade de pós-graduação, esse tema pode aparecer em discussões sobre desenvolvimento social, indicadores públicos, gestão educacional, responsabilidade social, sustentabilidade e planejamento estratégico.
O Índice de Desenvolvimento Humano, ou IDH, é um indicador usado para medir o desenvolvimento de uma sociedade a partir de três dimensões principais: saúde, educação e renda.
Ele foi criado para mostrar que desenvolvimento não pode ser avaliado apenas pelo crescimento econômico. Uma sociedade desenvolvida precisa oferecer condições para que as pessoas vivam mais, estudem mais e tenham melhores oportunidades econômicas.
O IDH varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano. Quanto mais próximo de 0, menor é o desenvolvimento.
Apesar de ser uma métrica importante, o IDH tem limitações. Ele não mostra completamente desigualdade, qualidade da educação, segurança pública, sustentabilidade ambiental ou participação política. Por isso, deve ser analisado junto com outros indicadores.
Ainda assim, o IDH é uma ferramenta essencial para comparar realidades, orientar políticas públicas e discutir qualidade de vida.
Mais do que um número, o Índice de Desenvolvimento Humano representa uma ideia central: o verdadeiro desenvolvimento deve colocar as pessoas no centro.
Perguntas frequentes sobre o Índice de Desenvolvimento Humano
O que é o Índice de Desenvolvimento Humano?
O Índice de Desenvolvimento Humano, ou IDH, é um indicador que mede o desenvolvimento de uma sociedade com base em saúde, educação e renda.
O que significa IDH?
IDH significa Índice de Desenvolvimento Humano. Ele avalia condições básicas de vida da população, considerando expectativa de vida, escolaridade e renda.
Para que serve o IDH?
O IDH serve para comparar o desenvolvimento humano entre países, estados, municípios ou regiões, além de orientar políticas públicas e identificar desigualdades.
Como o IDH é calculado?
O IDH é calculado a partir de três dimensões: saúde, medida pela expectativa de vida; educação, medida pela escolaridade; e renda, medida pela renda média da população.
Qual é a escala do IDH?
O IDH varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano. Quanto mais próximo de 0, menor é o desenvolvimento.
Qual é a diferença entre IDH e PIB?
O PIB mede a produção econômica de uma região. O IDH mede condições de desenvolvimento humano, considerando saúde, educação e renda.
O que é IDH alto?
IDH alto indica que uma região apresenta bons indicadores de saúde, educação e renda, embora ainda possa ter desigualdades e desafios sociais.
O que é IDH baixo?
IDH baixo indica maiores dificuldades em saúde, educação e renda, geralmente associadas a pobreza, baixa escolaridade e menor expectativa de vida.
O IDH mede desigualdade?
O IDH mede médias gerais e, por isso, não mostra a desigualdade com profundidade. Para isso, é necessário analisar outros indicadores complementares.
Como melhorar o IDH de uma região?
Para melhorar o IDH, é necessário investir em educação, saúde, geração de renda, trabalho digno, saneamento, inclusão social e redução das desigualdades.
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